Ambiente e Cultura

Espaço dedicado aos debates acerca dos problemas ambientais e sociais; pretende-se divulgar informações sobre políticas ambientais, ecoeconomia, cidadania e experiências relacionadas. AUTORIZADA A REPRODUÇÃO, DESDE QUE CITADA A FONTE.

8/11/07

Das pilhas e Baterias 2

 Em 25/09 postei aqui neste espaço, texto comentando regulamentação do CONAMA sobre pilhas e baterias.

Segundo resolução do órgão, pilhas e baterias não podem ser descartadas em lixo comum, devendo ser recolhidas por seus fabricantes.

Infelizmente, como é comum ocorrer, existem brechas na resolução.

O leitor e recente conhecido colega Iberê do Blog Atitude Verde comentou o seguinte:

 "Olá, Leandro. Infelizmente, o artigo 13 dessa resolução estraga tudo o que vem antes. Ele permite que pilhas sejam descartadas no lixo comum. Veja: "Art. 13. As pilhas e baterias que atenderem aos limites previstos no artigo 6o poderão ser dispostas, juntamente com os resíduos domiciliares, em aterros sanitários licenciados." Hoje, as pilhas já vêm com um aviso de que podem ser jogadas no lixo doméstico, e o fabricante não tem a obrigação de recolhe-las. Abs! Iberê"

Ele tem razão, e por isso trago esta retratação.

 

criado por lh_henrique    8:38 — Arquivado em: Resíduos

17/10/07

GreenWash

Pintar de verde, é isso que quer dizer o termo acima citado.

Sabe o que é isso? É o que algumas empresas vêm fazendo para afirmar seu "compromisso com o desenvolvimento sustentável"

São bancos que emitem extratos em papel reciclado e financiam empreendimentos insustentáveis. Siderúrgicas que praticam reflorestamentos e extraem carvão para geração de energia, ou seja "carbonizam" o ambiente.

O marketing ambiental é bem vindo. As empresas realmente comprometidas com a sustentabilidade tem que aparecer e colher os frutos de seu esforço.

Mas as que se escondem atrás de uma fachada grotescamente mentirosa têm de ser desmascaradas.

Ouça o brilhante comentário de André Trigueiro sobre o tema clicando no link abaixo.

A Maquiagem verde transforma o Marketing Ambiental em uma fraude.

 

criado por lh_henrique    11:04 — Arquivado em: Gestão Ambiental Corporativa

15/10/07

Sobre a Internacionalização da Amazônia

Durante uma de minhas aulas no Curso Preuniv, citei este email que havia recebido.

Por curiosidade dos alunos, e também por ser um texto muito coeso e veemente, eu o reproduzo.

"Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF e ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque: ‘De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse Patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de Petróleo do mundo inteiro.

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.

Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria Pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

Crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. SÓ NOSSA!’ "

Nota: Queiram me desculpar, mas não sei a fonte original. Caso a conheçam favor avisar.

criado por lh_henrique    13:19 — Arquivado em: Socioambientalismo

9/10/07

Uma merreca pode salvar a Amazônia

No último dia três de outubro, um grupo de Ong’s lançou um plano de gestão ambiental, um legítimo benchmark, denominado Pacto pela Valorização da Floresta e pelo fim do Desmatamento na Amazônia.
O que foi proposto não é nada mais, nada menos do que acabar com o desflorestamento da região em 7 anos. Audacioso? Sim, e tem mais: como todo plano de gestão, o Pacto demanda aporte financeiro, e o grupo proponente, através de um estudo digno de academia chegou ao valor de R$ 1 bilhão por ano.
Tudo bem, a princípio pode parecer um montante expressivo, mas em se tratando dos ganhos estimados é módico, irrisório. Se compararmos alguns dos investimentos governamentais no Brasil tem-se uma noção ainda melhor, a saber:
O famigerado Plano de Aceleração do Crescimento prevê investimentos de 503,9 bilhões de reais; 17 bilhões de reais serão destinados para construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira; Aliás, por uma incrível coincidência, Tasso Azevedo, diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, afirmou que a Amazônia poderia render exatos R$ 1bi por ano se preservada.
Além de representar um programa barato, o Pacto apresenta-se de forma densa e coesa. A idéia é estabelecer metas anuais e progressivas de redução do desmatamento, alcançando em 2015 taxa zero.
Os investimentos seriam direcionados à fiscalização, ao apoio a atividades ecológicas e sustentáveis e a incentivos financeiros para quem mantivesse as áreas florestais de suas propriedades intactas.
Não há porque não comprar essa idéia. Não há motivos para o pé atrás, mas novamente nos deparamos com inoperância descabida e a visão refratada da presidência.
Para a efetivação do Pacto, será necessário captação de recursos no exterior, e como o Meio Ambiente, segundo opinião retorcida e retrógrada do nosso representante mor, é entrave e, aliando-se à essa questão ainda existir o fato do governo comemorar uma pseudo-queda nas taxas de desmatamento, podemos estar pondo tudo a perder.
Explica-se. Os estados contidos na região amazônica são pobres. Setores primários e secundários já estão sobre-taxados; Sem o estabelecimento de metas claras e objetivas para redução do desmatamento (conseqüência do medo mentiroso de estagnar o País), nenhum governo mundial vai investir nessa idéia.
Você poria seu dinheiro em um país que concede isenção fiscal a pecuaristas (mesmo ilegais e em áreas protegidas)? Onde bancos fomentam através de créditos essas atividades? Onde não há comprometimento em fiscalizar ações depredatórias e que, de quebra, tem representantes envolvidos com escândalos pecuários e até mesmo escravocratas? Nem eu.
Acredito muito no projeto e acredito, sobretudo, na capacidade e idoneidade dos agentes envolvidos. Acredito ainda estarmos muito próximos de propor uma solução definitiva para a questão da Amazônia. Apenas propor, porque no que tange ao executivo nacional, amazônia é savana, boa pra plantar cana.
Tenha dias mais verdes!!

 

Links

Brasil pode lucrar US$ 1 bilhão por ano com preservação da Amazônia, diz técnico do governo.

Entidades Proponentes

WWF, Greenpeace, Instituto SocioAmbiental, Instituto Centro de Vida, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, The Nature Conservancy, Conservação Internacional, Amigos da Terra - Amazònia Brasileira, Imazon.

Documentos

Documento do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo fim do desmatamento na Amazônia

Sumário executivo do Documento Fundamentos Econômicos da Proposta de Pacto Nacional pelo fim do desmatamento na Amazônia

Documento Fundamentos Econômicos da Proposta de Pacto Nacional pelo fim do desmatamento

criado por lh_henrique    16:26 — Arquivado em: Biomas e Ecossistemas

25/9/07

Das pilhas e baterias

Muitas pessoas ainda perguntam-me o que fazer  com pilhas e baterias usadas. Então aí vai a dica:

Segundo resolução 257 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, os fabricantes e importadores são responsáveis pela coleta, armazenamento, transporte, reutilização e reciclagem, tratamento ou disposição final adequada de pilhas e baterias.

Para saber os endereços dos postos de coleta desses resíduos clique aqui.

Resolução CONAMA 257

criado por lh_henrique    12:44 — Arquivado em: Resíduos

21/9/07

Severn Cullis Suzuki

Durante a ECO-92 uma garota de 12 anos surgiu na bancada de discussões e simplesmente arrasou com a hipocrisia e prepotência com que a maioria dos presentes tratavam o encontro e os temas nele abordados.

A sutileza vista em seu rosto contrastava com a dureza expressa em suas palavras. O vídeo com seu discurso virou tema de aulas de ecologia e meio ambiente, argumentações em outros debates, fonte de inspiração e ferramenta de convencimento.

A garota, hoje com 28 anos, chama-se Severn Cullis-Suzuki  e é uma ativista social e ambiental canadense que luta pela defesa do meio ambiente e populações carentes.   Membro ativo do painel consultivo especial sobre meio ambiente das Nações Unidas, tem feito palestras pelo mundo inteiro e defendido, como defendeu na ECO 92, a importância de redefinir nossos valores, de agir pensando nas conseqüências futuras e de ouvir as crianças.
Fundou o projeto Skyfish, um portal na internet que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável. Cullis-Suzuki formou-se em Ciência e Ecologia na Unviersidade de Yale e recentemente terminou seu mestrado em Etnobotânica.

Clique sobre a foto para assistir o discurso.

Fonte: http://www.abesco.com.br/datarobot/

criado por lh_henrique    16:48 — Arquivado em: Socioambientalismo

Mudanças do clima, mudanças de vidas.

Este filme do Greeenpeace é um excelente material para sensibilização e educação.

Assista, comente e repasse!

Clique aqui para assistir o filme.

criado por lh_henrique    11:19 — Arquivado em: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas

4/9/07

Desenvolvimento Limpo

O binômio desenvolvimento-sustentável, poucas décadas depois de ser criado, já carrega consigo um tom polêmico e a certeza de acaloradas discussões.
Percebe-se agora, o real posicionamento dos diferentes grupos sociais em relação à sua definição, extensão e abrangência.
O meio acadêmico e a velha guarda do movimento, em muitos momentos sinalizam como inviável essa combinação, seja do ponto de vista histórico, antropológico ou ambiental.
E a iniciativa privada também já propôs sua tese: desenvolvimento sustentável é aquele que ocorre apoiado no tripé socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável.
Afora o debate recorrente, representado apenas pelas opiniões antagônicas citadas acima, a verdade é que, mesmo subjugando as possibilidades e diminuindo a importância do termo, as corporações têm obtido sucesso considerável em cumprir aquilo que defendem.
As empresas têm buscado certificações socioambientais, estão propondo projetos, enfim, estão investindo.
Talvez a melhor ferramenta prática de gestão ambiental corporativa seja a análise de ecoeficiência, ou seja, a comparação entre dois produtos ou processos através do estudo do ciclo de vida de cada um deles.
Nesse estudo são considerados dados relativos à emissão de poluentes atmosféricos (incluindo a emissão dos veículos de transporte), a emissão de efluentes líquidos, a geração de resíduos sólidos, e até disponibilidade mundial das matérias primas utilizadas.
È claro que nesta equação pesam também os números da economia, das finanças e da grana.
Como o processo é muito inteligente, muitas vezes os empresários conseguem enxergar através desses números e ver uma melhoria, um avanço ambiental inequívoco.
Parte desse ganho se deve ao fato de que as empresas têm buscado seus lucros institucionais latentes informando seus consumidores sobre suas ações e estes correspondem nas lojas.
As bolsas de valores mundiais vêm criando índices de sutentabilidade, assim como as corporações, ainda que de forma incipiente, passam a considerar o meio no planejamento estratégico, alocar custos e gerar programas.
Só não podemos cair na armadilha de acreditar que essa é a solução definitiva. Não esqueçamos que desenvolvimento é um conceito criado no seio do capitalismo/consumismo e um de seus princípios mais contumaz é o de crescimento indefinido.
De qualquer forma, é um estágio a ser percorrido e com empresas mais ecoeficientes vamos superar esta etapa.
É possível ser ecoeficiente também em casa, no bairro, na cidade… Acesse http://ambienteecultura.blog.terra.com.br e mande suas dúvidas, sugestões e críticas.
Tenha dias mais verdes!!!!

criado por lh_henrique    15:38 — Arquivado em: Gestão Ambiental Corporativa

10/8/07

Dia Mundial do Meio Ambiente

No dia 5 de Junho comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Há realmente o que se comemorar? Sim, sem dúvidas há.
Primeiro pelo comprometimento que a mídia tem apresentado em relação a essa questão. Nunca ouvimos falar tanto sobre aquecimento global, diversidade biológica, recursos hídricos, desmatamento…
Os meios de comunicação começam a apresentar comentaristas e espaços especializados, os espectadores tem participado do debate emitindo opinião, levando dúvidas e apresentando seus pontos de vista. E isso é muito importante para o movimento ambientalista tendo em vista as recomendações para que esse envolvimento evolua ainda mais.
Outro fato que deve ser comemorado é o crescimento e ampliação do Terceiro Setor. Ongs e Oscips vêm trabalhando seriamente transformando o joio em trigo. Extraem riquezas de comunidades pobres, espalham vida em regiões devastadas, sempre com muito trabalho, criatividade e competência técnica.
Até mesmo no setor governamental é possível ver alguns traços de ponderação, mas nesse segmento as coisas andam morosa e lentamente.
Apesar dos esforços louváveis de nossa Ministra de Meio Ambiente, que vem criando Áreas de Proteção Ambiental e batendo o pé nos licenciamentos, a fim de preservar o patrimônio natural, os donos do poder continuam seguindo a linha do “projeto bom é projeto que da visibilidade” e continuam entre outros equívocos, querendo transpor o Rio São Francisco ao invés de revitalizá-lo e mais ainda, querem diminuir a área da Amazônia Legal para ampliar as áreas de agricultura e pecuária.
Há que se considerar também os esforços dos cientistas. Estes gigantes da linha de frente do movimento socioambientalista lutam apresentando dados cada vez mais relevantes e fidedignos aos tomadores de decisão. E estes últimos não têm alternativa senão aceitar sua parcela de culpa e responsabilidade.
Essa é a essência metodológica da questão. O envolvimento e a troca de expectativas e ambições das partes sociais.
Mas não é a essência filosófica. Não podemos perder o foco e devemos aceitar definitivamente que o que está em jogo não é a sobrevivência do planeta, mas a sobrevivência de nossa espécie, o homo sapiens.
Precisamos ter certeza e acreditar que os meios de comunicação estão veiculando esse tema não pela audiência, mas por preocupação e vontade de mudar. Precisamos acreditar que as empresas possam apoiar Ongs não pela visibilidade institucional, mas pelo amor às crianças. Precisamos crer que os governos proporão projetos para o futuro sadio e sustentável, não pela simples quantidade de votos na próxima eleição.
Esse é o passo que devemos dar agora, e para isso precisamos de mais pessoas envolvidas. O que está faltando nesse momento é o aumento do comprometimento da sociedade civil organizada. Assim podemos chegar à essência filosófica, pressionando governos, instituições privadas, apoiando o terceiro setor e prestigiando os trabalhos científicos.
Ainda há tempo, um valioso tempo que não pode ser desperdiçado. Junte-se ao movimento socioambientalista, seja voluntário, seja crítico e participativo e tenha um ótimo dia Mundial do Meio Ambiente!!

criado por lh_henrique    17:20 — Arquivado em: Socioambientalismo

Aquecimento econômico global

O aquecimento global é um fenômeno físico – químico que tem assolado nosso Planeta nas últimas décadas.
Trata-se de um processo de elevação da temperatura global em função do aumento da concentração de gases retentores de calor na atmosfera terrestre. Esses gases têm suas origens em duas principais fontes de emissão: a queima de combustíveis fósseis (o carvão, o petróleo e seus derivados) e os desmatamentos.
Em 1950, o mundo lançava 1,6 bilhão de toneladas desses compostos na atmosfera. Em 2000 passamos a emitir 6,3 bilhões. Com toda essa quantidade de poluentes, a Terra recebe energia luminosa do Sol, a transforma em energia térmica, mas não consegue dissipá-la de volta para o espaço.
Não é preciso dizer que os efeitos são devastadores: ondas recordes de calor, elevação dos níveis dos oceanos, alteração nos processos de precipitação, perda de diversidade biológica, tempestades e furacões cada vez mais destruidores.
Entre 1920 e 1970, houve 40 tempestades por ano; entre 1985 e 2000 esse índice subiu para 80. Um número bastante esclarecedor sobre a ligação entre aquecimento global e ocorrência de furacões e tornados, mas que é inadmissívelmente ignorado por governantes.
Isso sim é um entrave para o desenvolvimento econômico. Bilhões de dólares são gastos, anualmente e de forma crescente, com realocação de comunidades desabrigadas, perda de safras, furacões e desastres ecológicos oriundos desse processo.
E o que é pior, estamos fazendo muito pouco para impedir esse processo. Mais e mais gases são lançados na atmosfera e os desmatamentos continuam acontecendo de forma expressiva, apesar das recentes quedas nas taxas.
Há soluções para que não tenhamos que enfrentar um colapso social, econômico e ambiental. Uma delas é a mudança na matriz energética, baseada no carbono e que rege o mundo atual, para uma outra baseada no hidrogênio e em outras fontes renováveis.
Investir em tecnologia energética limpa e renovável é uma oportunidade única de alcançar desenvolvimento e crescer de forma sustentável, na medida em que novos postos de trabalho seriam criados, novas empresas surgiriam e em locais desfavorecidos.
Estudos recentes afirmam que as regiões que hoje apresentam temperaturas mais elevadas, são aquelas que mais sofrerão com os efeitos do aquecimento global. Catastroficamente essas regiões são também as mais pobres do globo e entre elas estão a África e nosso nordeste
Sem infra-estrutura e sem recursos, os efeitos de uma elevação da já alta temperatura nessas regiões pode significar a morte de milhões de pessoas e, tanto no nordeste como na África, seria perfeitamente viável a construção, por exemplo, de usinas de energia eólica. Tendo energia disponível é muito mais plausível que uma região se desenvolva.
E mais. Desvincular a demanda por petróleo dos apontadores de crescimento pode, inclusive, diminuir conflitos armados, principalmente no oriente médio.
Outra solução é pessoal, e depende da iniciativa de cada um. Utilize seu veículo de maneira mais consciente. Se todos nós deixássemos nossos carros um dia por semana na garagem, haveria uma diminuição de quase 15% nas emissões de gases nocivos, além disso, procure manter o motor de seu carro regulado. Procure também comprar madeira com origem certificada, isso evita que você adquira um produto de contrabando ou tráfico.
Recentemente nosso ilustríssimo presidente reeleito afirmou ser dos ambientalistas e do ministério público a culpa pelo baixo crescimento do Brasil. Se travar o crescimento significa ir contra uma política energética retrógrada, ineficiente e injusta, confesso que realmente sou um entrave.
Mas há alternativas e esse fato é incontestável. Há fontes de energia limpa cujas tecnologias para extração, transporte e utilização já são utilizadas há décadas e que não são um investimento maior do que àquele assistencialista destinado à vítimas de catástrofes cada vez menos naturais.
As travas do desenvolvimento estão associadas, antes de tudo, à corrupção, à morosidade e ao egoísmo de pessoas que insistem em declarar que um novo mundo não pode existir. NÃO ACREDITE NELAS! Continue lutando e FAÇA SUA PARTE!
Se você quiser saber mais sobre o assunto, acesse www.uma.org.br e baixe, gratuitamente o livro Eco-economia: construindo uma economia para a Terra, de Lester Brown.
Boa leitura e tenha dias mais verdes!!

criado por lh_henrique    17:19 — Arquivado em: Aquecimento Global e Mudanças Climáticas
« Posts mais novosPosts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://ambienteecultura.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.