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Recentemente o Sr. Maurício Tolmasquim, Presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE – disse à Folha de São Paulo que o petróleo de Tupi não influirá nas emissões brasileiras (de gases do efeito estufa).
A estupidez conceitual, com a qual compartilhou o jornal, é um exemplo claro do quão distante estamos do enfrentamento efetivamente comprometido e engajado das mudanças climáticas e de todas as outras mudanças substancialmente perigosas por que vêm passando o ambiente natural.
A EPE, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, é mais um exemplo de órgãos governamentais que tem algo, ou muito, há ver com o ambiente e simplesmente transformam a questão em joguete político.
Qualquer aluno do ensino fundamental sabe que o aquecimento é GLOBAL, e o fato de o Brasil exportar seu excedente não livra o povo nordestino do futuro seco e incerto. Não livra também os agricultores familiares do sul do Brasil, que amarguram perdas irreparáveis com as faltas de chuvas e com, quem diria, tempestades tropicais.
È um descalabro prestar tamanho desfavor ao debate com vistas ao corporativismo e fisiologismo político, principalmente considerando o aumento de 45% na geração de GEE atribuídas ao Brasil nos últimos nove anos, os últimos relatórios do IPCC que afirmam ser inócuos os esforços de redução de acordo com o Protocolo de Quioto e o óbvio Lulante não querendo assumir suas (nossas) responsabilidades em Bali.
Obrigado por poluir deliberadamente o debate Sr. Tolmasquim!
Aprendi a observar o trabalho de Tolmasquim e da EPE atravé do Blog do Luiz Prado. Vale a pena conferir os textos dele.
criado por Leandro
10:44:35