Ambiente e Cultura

Espaço dedicado aos debates acerca dos problemas ambientais e sociais; pretende-se divulgar informações sobre políticas ambientais, ecoeconomia, cidadania e experiências relacionadas. AUTORIZADA A REPRODUÇÃO, DESDE QUE CITADA A FONTE.

8/11/07

Das pilhas e Baterias 2

 Em 25/09 postei aqui neste espaço, texto comentando regulamentação do CONAMA sobre pilhas e baterias.

Segundo resolução do órgão, pilhas e baterias não podem ser descartadas em lixo comum, devendo ser recolhidas por seus fabricantes.

Infelizmente, como é comum ocorrer, existem brechas na resolução.

O leitor e recente conhecido colega Iberê do Blog Atitude Verde comentou o seguinte:

 "Olá, Leandro. Infelizmente, o artigo 13 dessa resolução estraga tudo o que vem antes. Ele permite que pilhas sejam descartadas no lixo comum. Veja: "Art. 13. As pilhas e baterias que atenderem aos limites previstos no artigo 6o poderão ser dispostas, juntamente com os resíduos domiciliares, em aterros sanitários licenciados." Hoje, as pilhas já vêm com um aviso de que podem ser jogadas no lixo doméstico, e o fabricante não tem a obrigação de recolhe-las. Abs! Iberê"

Ele tem razão, e por isso trago esta retratação.

 

criado por lh_henrique    8:38 — Arquivado em: Resíduos

25/9/07

Das pilhas e baterias

Muitas pessoas ainda perguntam-me o que fazer  com pilhas e baterias usadas. Então aí vai a dica:

Segundo resolução 257 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, os fabricantes e importadores são responsáveis pela coleta, armazenamento, transporte, reutilização e reciclagem, tratamento ou disposição final adequada de pilhas e baterias.

Para saber os endereços dos postos de coleta desses resíduos clique aqui.

Resolução CONAMA 257

criado por lh_henrique    12:44 — Arquivado em: Resíduos

10/8/07

Lixo vira água quente

Na edição passada, procuramos esclarecer sobre a necessidade de se praticar a coleta seletiva como forma de favorecer a reciclagem de materiais, explanando sobre os benefícios socioambientais que esta atitude acarreta.
Entretanto, existe uma outra forma de proteger o meio ambiente no tratamento dos resíduos sólidos (principalmente embalagens). Trata-se da reutilização.
O procedimento de reutilizar resíduos tem se tornado uma prática cada vez mais comum, tal qual a coleta seletiva, e é hoje uma linha de pesquisa muito utilizada.
A reutilização ocorre, por exemplo, quando a dona de casa lava e reutiliza o copo de requeijão e também quando profissionais desenvolvem tecnologias a partir do lixo.
O interessante nisso tudo é que essa moda, comum à maioria da população, está prevista nos mais importantes documentos que regem a Educação Ambiental, que por sua vez, envolve uma série de procedimentos, atitudes e técnicas que em última análise visa modificar, a relação entre os homens e entre os homens e o meio ambiente, diminuir as diferenças sociais, quebrar o paradigma consumista das sociedades contemporâneas e favorecer a construção da cidadania.
Aos poucos, a Educação Ambiental começa a formar ecocidadãos, pessoas centradas, conscientes de suas obrigações com o meio ambiente e com a sociedade e que tentam de alguma forma ajudar.
É o caso do Sr. José Alcino Alano que, juntamente com sua família, desenvolveu um sistema de aquecimento de água a partir de embalagens PET. Em seu projeto ele comenta: “Somos conscientes das facilidades e conforto que toda essa gama de embalagens nos proporciona, mas é visível o impacto ambiental que causam quando descartadas de maneira errada e irresponsável. Com o propósito de dar um destino útil às embalagens pet, caixas tetra pak, bandejas de isopor, sacolas plásticas, etc., surgiu-nos a idéia de aplicá-las num aquecedor solar alternativo, em sintonia com nossa preocupação na adoção, sempre que possível, por sistemas ecologicamente corretos. Em conseqüência dos resultados obtidos, com um projeto extremamente simples e barato, sentimos que poderíamos dar um destino coletivo, à implantação do mesmo”.
Mas Alano não parou por aí. Após devido registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), ele disponibiliza o projeto, gratuitamente, e incentiva as pessoas a utilizá-lo em suas residências. Brilhante!
A aula de cidadania de Alano continua. Ele recomenda: “Desfrutem dessa energia gratuita e integrem-se também aos que vêem o planeta como um todo, adotando como filosofia á preservação do meio ambiente. Esse ecossistema frágil que não deve ser agredido, sob pena de respostas nada frágeis. Não é possível que sejamos tão imediatistas e irresponsáveis, ao extremo de comprometermos os destinos não só dessa, mas principalmente das futuras gerações”.
O mundo agora deve a Alano! Muito mais do que por ter desenvolvido uma tecnologia ecoeficiente, mas por ele ter resgatado sentimentos que andam adormecidos na humanidade: a compaixão, a humildade e a solidariedade.
Tenha dias mais verdes!
Se você quiser conhecer na íntegra o trabalho da família Alano acesse http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm ou mande e-mail para josealcinoalano@ibest.com.br.

criado por lh_henrique    17:10 — Arquivado em: Resíduos

7/8/07

LIXO?

O desenvolvimento econômico, somado a explosão da taxa demográfica observada nas últimas décadas, trouxeram consigo problemas como efeito estufa e aquecimento global, destruição da diversidade biológica, escassez de água e recursos naturais básicos e uma super produção de lixo.
Não é necessário que façamos contas, cruzemos dados ou nos especializemos em ecologia. A situação é bem simples: muito mais pessoas demandando recursos e gerando resíduos num planeta que não tem mais pra onde crescer.
Não importa sua filosofia de vida, suas aspirações, suas crenças ou seu nível social. Somos moradores da mesma casa e sofreremos igualmente as penas que nos serão impostas pela natureza. A menos que façamos algo.
Vejamos o caso do lixo. Lixo, no dicionário quer dizer tudo o que não presta e se joga fora. Corretíssimo. Mas já parou pra pensar em quanto desperdiçamos de alimentos e outros recursos diariamente em nossas casas?
É preciso que tomemos consciência disso e planejemos com mais consciência nossas compras, o modo como preparamos nossos alimentos e como direcionamos nossos resíduos.
Devemos seguir a regra dos cinco Rs nessa questão: reduzir, reutilizar, reciclar, reeducar e replanejar. Não tenha dúvida de que isso trará não só benefícios ambientais como também financeiros para a sua família. Reeducando-se a partir do momento da compra até a destinação dos restos você certamente fará economia.
Você pode também utilizar cascas e talos de vegetais em sucos, bolos e doces (deliciosos por sinal!), ou deposita-los nos vasos de plantas, como no caso das cascas de batatas que servem como ótimo adubo.
O óleo queimado pode virar sabão, potes de margarina são ótimos como matéria prima em artesanatos, latas virão brinquedos… é só usar a imaginação.
O único resíduo que não pode ser reutilizado ou reciclado é o lixo tóxico. Fraldas, papel higiênico e seringas, por exemplo, devem ser descartadas após o uso.
Quanto às pilhas e baterias (inclusive de celular) devem ser remetidas ao fabricante ou à uma Ong ambientalista, sob pena de despejarmos materiais perigosíssimos na natureza.
Ser ecologicamente correto é gostoso, divertido e faz bem para o bolso.
Tenha dias mais verdes!!

criado por lh_henrique    16:31 — Arquivado em: Resíduos
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