11/9/08
Pense ECO para ser ECO
No mês de setembro, a Revista Página 22, publicação da FGV – Gvces, trouxe uma excelente matéria sobre o movimento socioambientalismo.
Buscando a opinião de diferentes lideranças, as colaboradoras Flavia Pardini, Amália Safatle e Carolina Derivi, esmiuçaram, além do famigerado histórico do movimento que pauta o início de qualquer explanação sobre meio ambiente e ambientalismo, a atual situação deste e os novos rumos que devem ser tomados nos próximos anos.
Interessante ter lido essas informações no mesmo mês em que compareci à Mostra Fecomércio de Sustentabilidade, evento em que Giovanni Barontinni, da Fábrica Éthica, foi convidado a palestrar.
Inicio assim esta coluna, pois, além de nesses dois casos a essência da postura ecologicamente correta, da sustentabilidade, do tripple botton line terem sido exploradas, de forma bastantes críticas, diga-se de passagem, outra questão veio à tona.
O que é preciso para anexar ao seu modo de vida, ao seu produto, ou à sua casa o prefixo “eco”? Esse termo, junto com os demais acima citados, ainda demonstra realmente o conceito sobre o qual foram cunhados? Perdemos o foco e agora o movimento verde (que alguns autores inclusive já tratam como movimento azul, verde brilhante ou verde escuro) corre risco de se resilir pelo próprio arcabouço que criou?
Quando me dei conta dessa nova complexidade que envolve a discussão ambiental, mesmo estando envolvido e atento ao que ocorre, percebi que realmente perderíamos terreno para as especulações e cairíamos duramente no lugar comum. Voltaremos a representar os retrógrados e reacionários “ambientalistas” caso não tragamos a todas as populações e ampliemos nossa área de influência de forma simples e objetiva.
Aí, bem neste ponto, Barontinni tira seu coelho da cartola.
Tecnologias, compensações, plástico, vidro, reciclar, diminuir, reutilizar, soja, biodiversidade???
A verdade é que para ser, basta fazer! Wilmar Berna, um exímio educador Ambiental do Rio de Janeiro, caracteriza essa modalidade educacional como a pedagogia da ação. Isso mesmo, a ação, o pensamento sobre a questão, descobrir modelos eficientes e eficazes, falar e discutir sobre sustentabilidade, ou como diz Iberê Thenório, meu amigo virtual: “A motivação está mais em propagar uma cultura de sustentabilidade do que no efeito prático de suas ações”.
Para ilustrar uma dessas ações, cito a questão das construções sustentáveis, empreendimentos que são pensados para serem construídos diminuindo o uso de recursos naturais e otimizando os gastos após a conclusão das obras.
Essas construções seguem regulamentação do LEED (Leardship in Energy and Environmental Design) selo criado pelo U.S. Green Building Concil para certificar empreendimentos que respeitam princípios de construção sustentável.
Há, dirão alguns teóricos, mas essa certificação não abrange a diminuição do consumo. A construção civil é uma atividade extremamente poluidora…
É verdade. Mas lembremo-nos de onde estamos, onde queremos chegar e da complexidade que criamos e que agora tende a nos engolir.
Façamos e pensemos no assunto. Já é um bom começo.
Tenha dias mais verdes!!
criado por lh_henrique
10:32 — Arquivado em: 

