Sempre que ouvimos falar em problemas ambientais, o termo biodiversidade aparece. Mas afinal o que é biodiversidade? O que isso tem a ver com minha vida?
Biodiversidade é o conjunto de formas de vida, ou de espécies, que habitam determinada região. Podemos, então, estar falando da Mata Atlântica, da Floresta Amazônica, da Savana Africana, mas também estamos falando da nossa cidade, do nosso bairro, da nossa rua ou até mesmo do interior de algumas bromélias, onde também se pode encontrar uma grande variedade de organismos.
A biodiversidade é uma das pedras fundamentais que possibilitam a existência de vida no Planeta Terra. É, ao mesmo tempo surpreendente e paradoxal. A presença de determinadas espécies favorece o surgimento e manutenção de outras.
E quando nos referimos à biodiversidade, não estamos apenas falando do Mico Leão Dourado ou do Panda, falamos também dos vegetais e de um sem número de microorganismos, como bactérias, protozoários e fungos sobre os quais conhecemos o equivalente à ponta de um Iceberg.
São esses organismos, que por sinal não são “peludinhos” e nem simpáticos, que nos fornecem condições de sobrevivência. Deles extraímos antibióticos, cosméticos, alimentos, além de contarmos com seus preciosos serviços ecossistêmicos como, por exemplo, o controle de vetores de doenças, como fazem as lagartixas ao se alimentarem de insetos e os cogumelos quando decompõem as matérias mortas na natureza.
Olhe à sua volta e tente enxergar algo que não tenha vindo da natureza. Olhe para sua mesa, para seu prato de comida, para seu escritório. Tenho certeza que você perceberá que a biodiversidade não está assim tão longe do seu cotidiano.
O problema de perda de biodiversidade, portanto, representa a extinção de milhares de espécies, muitas das quais que ainda nem conhecemos, e que poderiam nos ajudar a combater males como o câncer, a AIDS, a gripe aviária, a febre aftosa dentre tantas outras.
A industrialização, a agricultura e a urbanização estão provocando a maior extinção de espécies animais e vegetais dos últimos 65 milhões de anos.
E mesmo que da natureza não pudéssemos retirar mais nenhum produto, serviço ou recurso, isso não é razão para destruir, converter em pastagem. O Meio Ambiente influencia as pessoas de formas diferentes, transcende essa barreira da prospecção e deve ser considerado um bem supraeconômico e suprapolítico. Deve ser considerado um bem social, para a atual comunidade e para os descendentes dela.
Esse fenômeno, de extinção maciça de espécies sem nenhum alarde ou preocupação, deve-se, principalmente, ao afastamento do homem do seu meio natural. Houve uma perda da compreensão temporal e espacial em escala geológica. Vivemos um presente muito restrito que nos impede de enxergar o passado longínquo e um futuro distante.
O nosso planeta tem quase 6 bilhões de anos e o ser humano habita esse grão cósmico há aproximadamente 1 milhão de anos. É muito pouco se considerarmos os estragos que por aqui causamos.
Em virtude desse afastamento surgem, além dos problemas ambientais, uma série de desequilíbrios sociais. Biodiversidade também se refere aos seres humanos, e o sucesso da evolução da nossa espécie depende das diferenças entre as pessoas. Ou seja, o preconceito, a discriminação e a segregação são fatores que favorecem nossa extinção.
Saber respeitar as diferenças é zelar pela vida, é buscar melhorias socioambientais sem demagogia, é voltar a ser parte da natureza!
Dê um sorriso para essa pessoa tão diferente (e tão parecida) que está ao seu lado e tenha dias mais verdes!