4/9/07
Desenvolvimento Limpo
O binômio desenvolvimento-sustentável, poucas décadas depois de ser criado, já carrega consigo um tom polêmico e a certeza de acaloradas discussões.
Percebe-se agora, o real posicionamento dos diferentes grupos sociais em relação à sua definição, extensão e abrangência.
O meio acadêmico e a velha guarda do movimento, em muitos momentos sinalizam como inviável essa combinação, seja do ponto de vista histórico, antropológico ou ambiental.
E a iniciativa privada também já propôs sua tese: desenvolvimento sustentável é aquele que ocorre apoiado no tripé socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável.
Afora o debate recorrente, representado apenas pelas opiniões antagônicas citadas acima, a verdade é que, mesmo subjugando as possibilidades e diminuindo a importância do termo, as corporações têm obtido sucesso considerável em cumprir aquilo que defendem.
As empresas têm buscado certificações socioambientais, estão propondo projetos, enfim, estão investindo.
Talvez a melhor ferramenta prática de gestão ambiental corporativa seja a análise de ecoeficiência, ou seja, a comparação entre dois produtos ou processos através do estudo do ciclo de vida de cada um deles.
Nesse estudo são considerados dados relativos à emissão de poluentes atmosféricos (incluindo a emissão dos veículos de transporte), a emissão de efluentes líquidos, a geração de resíduos sólidos, e até disponibilidade mundial das matérias primas utilizadas.
È claro que nesta equação pesam também os números da economia, das finanças e da grana.
Como o processo é muito inteligente, muitas vezes os empresários conseguem enxergar através desses números e ver uma melhoria, um avanço ambiental inequívoco.
Parte desse ganho se deve ao fato de que as empresas têm buscado seus lucros institucionais latentes informando seus consumidores sobre suas ações e estes correspondem nas lojas.
As bolsas de valores mundiais vêm criando índices de sutentabilidade, assim como as corporações, ainda que de forma incipiente, passam a considerar o meio no planejamento estratégico, alocar custos e gerar programas.
Só não podemos cair na armadilha de acreditar que essa é a solução definitiva. Não esqueçamos que desenvolvimento é um conceito criado no seio do capitalismo/consumismo e um de seus princípios mais contumaz é o de crescimento indefinido.
De qualquer forma, é um estágio a ser percorrido e com empresas mais ecoeficientes vamos superar esta etapa.
É possível ser ecoeficiente também em casa, no bairro, na cidade… Acesse http://ambienteecultura.blog.terra.com.br e mande suas dúvidas, sugestões e críticas.
Tenha dias mais verdes!!!!
criado por lh_henrique
15:38 — Arquivado em: 
