10/8/07
Lixo vira água quente
Na edição passada, procuramos esclarecer sobre a necessidade de se praticar a coleta seletiva como forma de favorecer a reciclagem de materiais, explanando sobre os benefícios socioambientais que esta atitude acarreta.
Entretanto, existe uma outra forma de proteger o meio ambiente no tratamento dos resíduos sólidos (principalmente embalagens). Trata-se da reutilização.
O procedimento de reutilizar resíduos tem se tornado uma prática cada vez mais comum, tal qual a coleta seletiva, e é hoje uma linha de pesquisa muito utilizada.
A reutilização ocorre, por exemplo, quando a dona de casa lava e reutiliza o copo de requeijão e também quando profissionais desenvolvem tecnologias a partir do lixo.
O interessante nisso tudo é que essa moda, comum à maioria da população, está prevista nos mais importantes documentos que regem a Educação Ambiental, que por sua vez, envolve uma série de procedimentos, atitudes e técnicas que em última análise visa modificar, a relação entre os homens e entre os homens e o meio ambiente, diminuir as diferenças sociais, quebrar o paradigma consumista das sociedades contemporâneas e favorecer a construção da cidadania.
Aos poucos, a Educação Ambiental começa a formar ecocidadãos, pessoas centradas, conscientes de suas obrigações com o meio ambiente e com a sociedade e que tentam de alguma forma ajudar.
É o caso do Sr. José Alcino Alano que, juntamente com sua família, desenvolveu um sistema de aquecimento de água a partir de embalagens PET. Em seu projeto ele comenta: “Somos conscientes das facilidades e conforto que toda essa gama de embalagens nos proporciona, mas é visível o impacto ambiental que causam quando descartadas de maneira errada e irresponsável. Com o propósito de dar um destino útil às embalagens pet, caixas tetra pak, bandejas de isopor, sacolas plásticas, etc., surgiu-nos a idéia de aplicá-las num aquecedor solar alternativo, em sintonia com nossa preocupação na adoção, sempre que possível, por sistemas ecologicamente corretos. Em conseqüência dos resultados obtidos, com um projeto extremamente simples e barato, sentimos que poderíamos dar um destino coletivo, à implantação do mesmo”.
Mas Alano não parou por aí. Após devido registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), ele disponibiliza o projeto, gratuitamente, e incentiva as pessoas a utilizá-lo em suas residências. Brilhante!
A aula de cidadania de Alano continua. Ele recomenda: “Desfrutem dessa energia gratuita e integrem-se também aos que vêem o planeta como um todo, adotando como filosofia á preservação do meio ambiente. Esse ecossistema frágil que não deve ser agredido, sob pena de respostas nada frágeis. Não é possível que sejamos tão imediatistas e irresponsáveis, ao extremo de comprometermos os destinos não só dessa, mas principalmente das futuras gerações”.
O mundo agora deve a Alano! Muito mais do que por ter desenvolvido uma tecnologia ecoeficiente, mas por ele ter resgatado sentimentos que andam adormecidos na humanidade: a compaixão, a humildade e a solidariedade.
Tenha dias mais verdes!
Se você quiser conhecer na íntegra o trabalho da família Alano acesse http://josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm ou mande e-mail para josealcinoalano@ibest.com.br.
criado por lh_henrique
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