| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
No dia 5 de Junho comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente.
Há realmente o que se comemorar? Sim, sem dúvidas há.
Primeiro pelo comprometimento que a mídia tem apresentado em relação a essa questão. Nunca ouvimos falar tanto sobre aquecimento global, diversidade biológica, recursos hídricos, desmatamento...
Os meios de comunicação começam a apresentar comentaristas e espaços especializados, os espectadores tem participado do debate emitindo opinião, levando dúvidas e apresentando seus pontos de vista. E isso é muito importante para o movimento ambientalista tendo em vista as recomendações para que esse envolvimento evolua ainda mais.
Outro fato que deve ser comemorado é o crescimento e ampliação do Terceiro Setor. Ongs e Oscips vêm trabalhando seriamente transformando o joio em trigo. Extraem riquezas de comunidades pobres, espalham vida em regiões devastadas, sempre com muito trabalho, criatividade e competência técnica.
Até mesmo no setor governamental é possível ver alguns traços de ponderação, mas nesse segmento as coisas andam morosa e lentamente.
Apesar dos esforços louváveis de nossa Ministra de Meio Ambiente, que vem criando Áreas de Proteção Ambiental e batendo o pé nos licenciamentos, a fim de preservar o patrimônio natural, os donos do poder continuam seguindo a linha do “projeto bom é projeto que da visibilidade” e continuam entre outros equívocos, querendo transpor o Rio São Francisco ao invés de revitalizá-lo e mais ainda, querem diminuir a área da Amazônia Legal para ampliar as áreas de agricultura e pecuária.
Há que se considerar também os esforços dos cientistas. Estes gigantes da linha de frente do movimento socioambientalista lutam apresentando dados cada vez mais relevantes e fidedignos aos tomadores de decisão. E estes últimos não têm alternativa senão aceitar sua parcela de culpa e responsabilidade.
Essa é a essência metodológica da questão. O envolvimento e a troca de expectativas e ambições das partes sociais.
Mas não é a essência filosófica. Não podemos perder o foco e devemos aceitar definitivamente que o que está em jogo não é a sobrevivência do planeta, mas a sobrevivência de nossa espécie, o homo sapiens.
Precisamos ter certeza e acreditar que os meios de comunicação estão veiculando esse tema não pela audiência, mas por preocupação e vontade de mudar. Precisamos acreditar que as empresas possam apoiar Ongs não pela visibilidade institucional, mas pelo amor às crianças. Precisamos crer que os governos proporão projetos para o futuro sadio e sustentável, não pela simples quantidade de votos na próxima eleição.
Esse é o passo que devemos dar agora, e para isso precisamos de mais pessoas envolvidas. O que está faltando nesse momento é o aumento do comprometimento da sociedade civil organizada. Assim podemos chegar à essência filosófica, pressionando governos, instituições privadas, apoiando o terceiro setor e prestigiando os trabalhos científicos.
Ainda há tempo, um valioso tempo que não pode ser desperdiçado. Junte-se ao movimento socioambientalista, seja voluntário, seja crítico e participativo e tenha um ótimo dia Mundial do Meio Ambiente!!

criado por Leandro
17:20:09O aquecimento global é um fenômeno físico – químico que tem assolado nosso Planeta nas últimas décadas.
Trata-se de um processo de elevação da temperatura global em função do aumento da concentração de gases retentores de calor na atmosfera terrestre. Esses gases têm suas origens em duas principais fontes de emissão: a queima de combustíveis fósseis (o carvão, o petróleo e seus derivados) e os desmatamentos.
Em 1950, o mundo lançava 1,6 bilhão de toneladas desses compostos na atmosfera. Em 2000 passamos a emitir 6,3 bilhões. Com toda essa quantidade de poluentes, a Terra recebe energia luminosa do Sol, a transforma em energia térmica, mas não consegue dissipá-la de volta para o espaço.
Não é preciso dizer que os efeitos são devastadores: ondas recordes de calor, elevação dos níveis dos oceanos, alteração nos processos de precipitação, perda de diversidade biológica, tempestades e furacões cada vez mais destruidores.
Entre 1920 e 1970, houve 40 tempestades por ano; entre 1985 e 2000 esse índice subiu para 80. Um número bastante esclarecedor sobre a ligação entre aquecimento global e ocorrência de furacões e tornados, mas que é inadmissívelmente ignorado por governantes.
Isso sim é um entrave para o desenvolvimento econômico. Bilhões de dólares são gastos, anualmente e de forma crescente, com realocação de comunidades desabrigadas, perda de safras, furacões e desastres ecológicos oriundos desse processo.
E o que é pior, estamos fazendo muito pouco para impedir esse processo. Mais e mais gases são lançados na atmosfera e os desmatamentos continuam acontecendo de forma expressiva, apesar das recentes quedas nas taxas.
Há soluções para que não tenhamos que enfrentar um colapso social, econômico e ambiental. Uma delas é a mudança na matriz energética, baseada no carbono e que rege o mundo atual, para uma outra baseada no hidrogênio e em outras fontes renováveis.
Investir em tecnologia energética limpa e renovável é uma oportunidade única de alcançar desenvolvimento e crescer de forma sustentável, na medida em que novos postos de trabalho seriam criados, novas empresas surgiriam e em locais desfavorecidos.
Estudos recentes afirmam que as regiões que hoje apresentam temperaturas mais elevadas, são aquelas que mais sofrerão com os efeitos do aquecimento global. Catastroficamente essas regiões são também as mais pobres do globo e entre elas estão a África e nosso nordeste
Sem infra-estrutura e sem recursos, os efeitos de uma elevação da já alta temperatura nessas regiões pode significar a morte de milhões de pessoas e, tanto no nordeste como na África, seria perfeitamente viável a construção, por exemplo, de usinas de energia eólica. Tendo energia disponível é muito mais plausível que uma região se desenvolva.
E mais. Desvincular a demanda por petróleo dos apontadores de crescimento pode, inclusive, diminuir conflitos armados, principalmente no oriente médio.
Outra solução é pessoal, e depende da iniciativa de cada um. Utilize seu veículo de maneira mais consciente. Se todos nós deixássemos nossos carros um dia por semana na garagem, haveria uma diminuição de quase 15% nas emissões de gases nocivos, além disso, procure manter o motor de seu carro regulado. Procure também comprar madeira com origem certificada, isso evita que você adquira um produto de contrabando ou tráfico.
Recentemente nosso ilustríssimo presidente reeleito afirmou ser dos ambientalistas e do ministério público a culpa pelo baixo crescimento do Brasil. Se travar o crescimento significa ir contra uma política energética retrógrada, ineficiente e injusta, confesso que realmente sou um entrave.
Mas há alternativas e esse fato é incontestável. Há fontes de energia limpa cujas tecnologias para extração, transporte e utilização já são utilizadas há décadas e que não são um investimento maior do que àquele assistencialista destinado à vítimas de catástrofes cada vez menos naturais.
As travas do desenvolvimento estão associadas, antes de tudo, à corrupção, à morosidade e ao egoísmo de pessoas que insistem em declarar que um novo mundo não pode existir. NÃO ACREDITE NELAS! Continue lutando e FAÇA SUA PARTE!
Se você quiser saber mais sobre o assunto, acesse www.uma.org.br e baixe, gratuitamente o livro Eco-economia: construindo uma economia para a Terra, de Lester Brown.
Boa leitura e tenha dias mais verdes!!

criado por Leandro
17:19:19Compreende-se por solo a parte mais externa da crosta terrestre, um agregado de componentes físicos, químicos e biológicos que interagem proporcionando um equilíbrio dinâmico favorecedor da existência e desenvolvimento da vida.
A formação dos solos como conhecemos hoje se deu através de um processo lento de milhares de anos através da decomposição de rochas e, mais tarde pelo acúmulo de matéria orgânica morta.
Esse processo proporcionou, gradativamente, o surgimento dos primeiros vegetais, em seguida de vegetais superiores que ao fixarem suas raízes e rizomas deram firmeza à sua base e passaram a proteger os solos de processos de erosão numa relação de mutualismo.
O ciclo de vida e de morte na natureza, aliado a processos de intemperismos formou uma fina camada, medida em centímetros, na parte mais superficial dos solos. É nesta camada que estão concentradas as altas taxas de nutrientes que as plantas precisam pra se desenvolver de forma saudável e eficaz.
A presença da floresta impede, portanto, que o solo seja carregado pelo vento e pelas enxurradas ao mesmo tempo em que realimenta essa camada fértil do solo.
A crescente necessidade de recursos, alimentos, madeira, papel, minerais dentre outros, fez com que o homem inadvertidamente substituísse as florestas por pastagens e áreas de plantação quebrando a relação simbiôntica estabelecida.
Afora os problemas relacionados à perda de biodiversidade, emissão de gases estufa e ao próprio desmatamento, essas práticas antrópicas põem em risco a qualidade dos solos e sua capacidade de continuar mantendo em funcionamento as cadeias alimentares em cujos topos encontramos os seres humanos.
Com as recentes descobertas e afirmações relatadas no IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climática, na sigla em Inglês) sabemos que o regime pluviométrico vai mudar em todo o mundo, diminuindo as taxas de precipitação. Solo seco e desmatado é muito mais vulnerável aos processos erosivos que são ainda favorecidos pela mineração, pelo uso abusivo de produtos químicos, pelas queimadas...
No Brasil, todo ano perdemos 500 milhões de toneladas de solo. Estamos falando de nossa segurança alimentar. Sem solo forte não temos milho, soja, mandioca, alface, arroz, feijão, carne. Estamos falando de um colapso alimentar que atingirá toda a população mundial.
Mas há outras questões relacionadas a esse problema. Recuperar um solo desgastado e esgotado demanda técnicas e esforços que não justificam o não planejamento da ocupação do mesmo, ou o não aproveitamento mais racional desse importante recurso.
Há anos observamos estarrecidos o crescimento dos índices de desmatamento na Amazônia feito por grandes pecuaristas e agricultores inescrupulosos que, ao esgotar uma faixa de terra a abandonam irresponsavelmente e partem para a destruição de outras áreas, ainda intactas.
Nesse ponto percebemos quão desesperador e quanta aflição as agressões à natureza causam naqueles que percebem seu valor transcendente e inestimável. A sensação é de que estão tirando nosso chão e o sentimento é de insegurança e impotência.
Os prejuízos causados por essa especulação ecológica são da ordem dos bilhões enquanto os custos para um bom planejamento e execução de projetos de agropecuária sustentável ficam na casa dos milhões.
É obvio que deve haver investimento. Há um custo para alcançarmos um desenvolvimento qualitativo. E é igualmente óbvio que vale a pena, pela saúde de nossos filhos e por toda a paz e romantismo que a natureza emana.
Você também pode ajudar a manter os solos saudáveis. Planeje bem suas compras. Prepare seus alimentos com consciência a fim de evitar desperdícios. Seu alimento vale muito mais do que os Reais que você paga por eles.
Olhe para o chão em que você pisa, orgulhe-se dele e tenha dias mais verdes!!

criado por Leandro
17:17:31Todos nós já tivemos a oportunidade de ver fotos de satélite do nosso planeta e a constatação é evidente: Nosso planeta deveria se chamar planeta Água tendo em vista que mais de ¾ da superfície da Terra representa os domínios dos mares, oceanos, rios e afins.
Além disso, o mais notável é que até onde se sabe, duas das coisas mais espetaculares de que se têm notícias só existem por aqui. A primeira delas é a própria água, e a segunda e a presença de vida.
Em tempo, a vida é um estado, um fenômeno por assim dizer, intimamente ligado a presença desse importantíssimo recurso natural.
Segundo as teorias científicas, a vida surgiu na água, nos oceanos, e a partir daí foi expandido suas fronteiras até atingir os locais mais inóspitos representada por sua espécie mais notável, o homo sapiens. Essa colonização só foi possível, porque ao longo dos anos o homem foi adaptando seu modo de vida, criando ferramentas, domesticando animais, cultivando alimentos, criando tecnologias, máquinas, técnicas, cultura, comunicação, enfim, um arcabouço de parafernálias sem as quais não teria sido possível chegarmos onde estamos.
Mas apesar do espantoso avanço, o homem continua a depender da água, senão como nos primórdios, de uma maneira ainda mais intensa. Não é possível construir um carro sem água. Não é possível montar um computador sem água. Até mesmo em uma granja, na produção de ovos, a utilização de água é indispensável.
E não para por aí. O homem ainda depende da água para um sem número de atividades, começando pela dependência para suprir sua necessidade vital, até o transporte, passando pela produção de alimentos, resfriamento de equipamentos e máquinas, para destinar seus dejetos (o chamado saneamento básico), e por que não dizer, para o lazer e a recreação.
Mas essa relação, encontra-se hoje perturbada. Por ser considerada um recurso barato e abundante, a água tem sido usada de maneira irresponsável e negligente. Ao mesmo tempo em que aumentamos nossa dependência desse recurso, cada vez mais estamos desperdiçando nosso fluído vital, sem remorsos, sem constrangimento, apenas desperdiçando.
Segundo o último relatório do Desenvolvimento Humano, uma criança morre a cada 19 segundos vítima da falta de saneamento básico, o que reflete em última análise, falta de água para carregar a sujeira, que nós mesmos geramos, para um lugar distante o suficiente.
E mais. Desde que o homem começou a praticar a agricultura, a presença ou não de água tem representado o sucesso ou a decadência da segurança alimentar de uma população.
Justamente pela importância e pelo descaso até agora observado, dentro de pouco tempo estaremos pagando não só pelo tratamento, mas também pela água em si. Se você consumir 100 litros de água irá pagar pelos 100 litros consumidos.
Parece injusto e autoritário, mas, nas empresas, que atuam sob forte fiscalização ambiental tem dado certo. Cobrar pela água, bem como multar abusos tem feito o setor econômico buscar alternativas, financiar pesquisas e educar funcionários. Em troca, algumas delas têm obtido dividendos e valor institucional inestimáveis.
Gerir os recursos hídricos de forma consciente e eficaz é sinônimo de economia e oportunidades.
Não deperdice água, assim você economizará dinheiro e terá dias muitos mais verdes!

criado por Leandro
17:15:40 É época de eleição. É tempo de mudar o Brasil, de propor centenas de projetos, teorias e maneiras de resolver os problemas nacionais.
Chegou a hora de escolhermos, dentre centenas de propostas, aquelas que julgamos serem as melhores no que diz respeito à saúde pública, à violência, à diminuição das desigualdades sociais e ao desenvolvimento econômico.
Ah, o desenvolvimento econômico, segundo nossos representantes e aspirantes a cargos públicos, a salvação da humanidade! Para eles, somente com grandes obras de infraestrutura conseguiremos gerar emprego e renda que por sua vez melhorarão o poder de compra da população e, então teremos mais arrecadação fiscal e mais investimentos em infraestrutura. O ciclo da salvação.
Os candidatos apenas divergem em quanto e como serão feitos esses investimentos.
Para não dizer que estão agindo de má fé, prefiro apenas acreditar que os políticos e economistas encontram-se em um estágio de letargia que os impede de raciocinar com inteligência e que os leva a criar teorias suicidas como essas que vemos nas propagandas eleitorais.
O crescimento econômico infinito não é possível e, por si só nunca irá resolver os problemas socioambientais. A economia não pode crescer tanto quanto cresce a população. Sempre haverá um déficit crescente de empregos.
Isso sem falar na restrição física, ou seja, na quantidade de recursos naturais disponíveis, que também não suportarão uma exploração crescente e perpétua.
Se desenvolvimento econômico fosse sinônimo de melhoria de qualidade de vida e diminuição dos abismos sociais, os Estados Unidos não teriam destruído 95% das suas reservas florestais, e os países ricos não teriam 12% das suas populações vivendo abaixo da linha da pobreza.
Outro exemplo muito contundente em relação a esse fato é o caso da China. Nossos representantes almejam crescer em proporções eqüitativas àquelas observadas no citado País, mas não observam que esse crescimento é baseado em uma ditadura e que lá o meio ambiente está sendo degradado da mesma forma como foi nos países ricos de hoje.
E por aqui o que se ouve, em relação aos orientais, é um misto de ansiedade e êxtase que beira a inveja.
Não precisamos ir longe para observar esse fenômeno. Em Macaé (RJ), com a chegada da Petrobrás e seus milhões de dólares a cidade ao invés de prosperar, foi polarizada.
Uma parte da cidade abriga funcionários do alto escalão da multinacional brasileira além de técnicos e outros profissionais estrangeiros que chegaram à cidade.
Do outro lado, houve um processo maciço de favelização impulsionado pela exclusão de moradores locais não aproveitados como funcionários pela empresa e outros tantos que para lá migraram em busca de oportunidades.
O resultado é óbvio: Segregação social, discriminação racial, pobreza, violência e degradação do meio ambiente.
Esse é o tal desenvolvimento econômico que estamos buscando?
Não podemos mais aceitar que a pobreza (de pessoas e Países) banque a riqueza de uns poucos. Não podemos acreditar que nos desenvolvendo iremos acabar com a terrível e desumana condição de vida em que vive a maioria da população do planeta, tampouco que o meio ambiente será capaz de suportar a constante e progressiva exploração de seus recursos.
Pense bem, vote com consciência e tenha dias mais verdes!

criado por Leandro
17:14:12